quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vivendo. Aprendendo. Vivendo.

Esse mês cresci muito. Sempre digo que aqui em Santarém passei os dias mais importantes da vida. Em 4 anos aprendi lições de vida (profissional e pessoal) que gente leva toda uma vida para descobrir. Viver.

Esses dias, muito triste por fatos ocorridos no trablho decidir alçar um vôo livre pelos textos, frases, sites e, ao me deparar com esse texto sobre a amizade do Oscar Wilde, me vi diante de uma obra prima. Ele consegue traduzir sentimentos a respeito do "ser amigo".

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.


A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.


Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.


Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.



Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

[Oscar Wilde]


Imagina. O mais longe que podia voar quando pensava em amizades verdadeiras era no filme "Meu primeiro amor."












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